Hoje fui ver "Salão de ideias com Marcelo Tas" na Feira do Livro em Ribeirão Preto. Para meu espanto, ouvi muitos criticá-lo, julgá-lo "estrelinha". O pior de tudo foram as razões que os levaram a concluir isso.
Voltemos ao combinado: Theatro Dom Pedro II com capacidade para 1.500 pessoas. Para participar bastava chegar ao local com uma hora de antecedência para retirar a senha. Às 8horas da manhã, havia aproximadamente 5mil pessoas em frente ao teatro para retirar senha. Ao invés de uma fila, havia um aglomerado de pessoas em que não se sabia quem era o primeiro e quem era o último. Se essas senhas fossem distribuídas, haveria 3.500pessoas não muito bem educadas que ficariam inconformadas.
Qual solução encontrou a organização do evento? Colocar a apresentação no palco de shows em frente ao teatro. Criticaram Tas por não ter gostado da ideia. Pudera. Passado 15minutos do início da apresentação, muitos adolescentes que foram até a praça sem saber exatamente o que estavam fazendo lá, foram embora. As pessoas que estavam realmente interessadas no evento, estavam de pé, no sol, com alguns engraçadinhos que ainda insistiram em ficar para atrapalhar. Ao observar que todos que ficaram até o fim caberiam dentro do teatro, pude constatar que o procedimento de distribuição de senha poderia ser diferente numa próxima vez.
Agora, dizer que esta foi uma atitude de "estrelismo" do Tas é afirmar sem embasamento. Talvez quem disse nunca tenha visto o que é de fato um artista que destrata o seu público. Se todos nós que ficamos no sol, em pé, em fila, nos sentimos cansados; imagine aquele que estava no centro das atenções. Marcelo Tas foi muito atencioso com todos, respondeu perguntas desnecessárias com o devido jogo de cintura e ainda que estivesse cansado; sorriu, fotografou, autografou.
É muito fácil fazer transferência de responsabilidade. Não falo de todos, mas daqueles que ficaram fazendo comentários pelos cantos da boca. Até porque, minha gente, o combinado não é caro e ele poderia muito bem se negar a modificar sua programação.
É o que eu sempre digo: tudo tem que estar previsto num contrato assinado e registrado em cartório, caso contrário, não tem valor. Apoio a reação de Marcelo Tas. E não serão meia dúzia de bifurcados que fará dele um maior ou menor artista.
Escrevi, desabafei, passou.
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