16 de jul. de 2012

Preparar, refletir, planejar e mãos a obra

Depois de um longo tempo, eis que volto a escrever por aqui. Os frutos estão sendo colhidos e apreciados, mas ninguém disse que eles viriam doces. Até as mais saborosas frutas misturam o doce ao amargo. Soube na prática que estou vencendo e finalizando, enfim, pendências passadas. Tudo isso tem causado dores, dissabores imensos, mas o alívio conquistado compensa. Forte? Não apenas. Limites estão sendo testados. Para que tudo esteja no seu devido lugar, antes precisa haver mudanças. E estas custam tempo, trazem nostalgia. É como uma reforma em nosso interior. Todas as reformas fazem bagunça, sujeira, um enorme desconforto, mas quando terminam deixam tudo mais bonito, com cada coisa em seu lugar, deixando melhor o nosso cotidiano. Minha vida é o meu lar. Algumas rachaduras nas paredes; lâmpadas queimadas; móveis antigos somente aos poucos são substituídos por novos; com uma fachada simples e com difícil acesso, mas com o interior sempre muito aconchegante; e cheio de coisas, que sei que deveria me desfazer, mas que teimo em guardar por falta de coragem de me desfazer pelo que aquilo representa ou representou. Olhando assim, fica fácil identificar como refletimos o que somos no meio em que vivemos. Hora de arrumar gavetas e desfazer a bagunça dando a importância devida pra cada coisinha que insistimos em guardar.
É a velha história do equilíbrio. Então, aviso: desculpe o transtorno, mas estou em obras. Hora da Reforma!

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